quarta-feira, 31 de agosto de 2011

                          MÊS DE AGOSTO

Hibridação com Neandertais melhorou resistência imunológica dos “Homo sapiens”

29/08/11
Estudo sugere que devido a cruzamento o homem moderno ficou apto a sobreviver na Europa 

Quando saiu de África e rumou até à Europa, o Homo sapiens teve contato com o Homo neanderthalensis. Essa teoria ficou provada quando, há não muito tempo, investigadores do Instituto Max Plank (Alemanha) descobriram que o ser humano moderno europeu e asiático têm entre um e quatro por cento de DNA Neandertal. 

Um artigo agora publicado na «Science» vem acrescentar que a genética dos Homo sapiens foi melhorada pelo cruzamento. A equipe de investigação identificou vários genes e regiões do DNA que foram ‘cedidos’ pela aquela espécie ao sistema imunitário que o ser humano ainda possui. 

Dirigido por Peter Parham (Universidade de Stanford), o estudo permitiu conhecer os genomas tanto de Neandertais como de hominídeos de Denisova (espécie recentemente descoberta na gruta de Denisova, Sibéria). 

Investigações anteriores tinham já sugerido que o cruzamento entre estes três hominídeos que habitavam o planeta há 60 mil anos aconteceu na Eurásia, razão pela qual se identificou 2,5 por cento de DNA Neandertal em todos os humanos não africanos. Também se detectou parte de DNA denisoviano em populações asiáticas, sobretudo na Melanésia, onde a percentagem de DNA ancestral ascende a seis por cento. 

O que este estudo traz de novo é a importância da hibridação. As atenções dos investigadores centraram-se no sistema sistema antígeno leucocitário humano (HLA), pois este está submetido à pressão das doenças e entra facilmente em mutação. 

A comparação das sequências genómicas mostrou que vários genes do HLA (como o B*51 e o C*07) eram próprios da evolução dos Neandertais e passaram para as populações de sapiens. O mesmo se passava com uma região chamada HLA classe I. As percentagens da presença entre os europeus era de 50 por cento, nos asiáticos de 80 por cento e nas populações da Papua Nova Guiné até 95 por cento. No entanto, não se encontrava entre a população africana. 

Foram também encontrados nos asiáticos genes próprios do genoma dos hominídeos de Denisova. 

Os autores defendem que a mestiçagem com outras espécies melhorou os humanos modernos para os defender de patogénicos presentes na Europa e na Ásia. Trata-se, afirma, de um “exemplo claro de seleção natural”: aqueles que possuíam os genes protetores, ou seja, os híbridos, ficaram mais aptos para sobreviver. 


COMENTÁRIO:
Achei muito interessante essa reportagem, pois essa reportagem mostra novas teorias do nosso passado distante, e é um assunto que me chama muito atenção, pois acho que todos nós temos o pensamento de como tu era realmente antes de nós existirmos, antes de tudo ser como é hoje. 

27/08/2011 - 11h00

Veto a sacolinha eleva venda de saco de lixo

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MATHEUS MAGENTA
DE SÃO PAULO
Cidades que proibiram ou firmaram acordos com o comércio para desestimular a distribuição de sacolas plásticas --comumente reutilizadas em lixeiras domésticas-- registraram um aumento nas vendas de sacos de lixo.
Em Belo Horizonte, que aboliu as sacolas plásticas do comércio em abril deste ano, a venda de sacos de lixo cresceu 15% em média, conforme estimativa da Associação Mineira de Supermercados.
As vendas também cresceram em Jundiaí (a 58 km de São Paulo), que retirou as sacolas plásticas convencionais de circulação após um acordo entre Apas (Associação Paulista de Supermercados), comerciantes e prefeitura, em agosto do ano passado.
A associação estima que, por mês, 80 toneladas de sacolas plásticas convencionais deixaram de ser enviadas para aterros sanitários. Por outro lado, o consumo de sacos de lixo no município aumentou em 20 toneladas.
Os números causam impacto direto no bolso do consumidor. Nos supermercados, um pacote com 30 unidades de saco de lixo de 30 litros pode custar entre R$ 15 e R$ 25, a depender da marca.
Para carregar as compras, o consumidor deve usar sacolas biodegradáveis (R$ 0,19 a unidade) ou retornáveis (a partir de R$ 3).
Para o Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais, o aumento dos custos alterou o hábito no descarte do lixo.
"Estão comprando mais saco de lixo, mas as pessoas também estão se preocupando mais com a preservação ambiental. Alguns, por exemplo, passaram a usar na lixeira sacos de fruta e até papel de jornal", diz Lúcia Pacífico, presidente da entidade.
IMPACTO MENOR
Conforme a Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), os sacos plásticos representam 1,3% de tudo o que é descartado pelos brasileiros.
O impacto ambiental dos sacos de lixo é menor porque são produzidos principalmente com material reciclado, segundo especialistas. Já as sacolas plásticas são feitas com matéria primária porque vão armazenar alimentos.
O veto às sacolas plásticas, no entanto, desagrada ao setor da indústria da embalagem flexível, que gera 30 mil empregos diretos no país e fatura entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
A Abief (associação do setor) defende a implementação de campanhas de conscientização sobre o uso sustentável de sacolas plásticas em vez da proibição.
Entre 2007 e 2010, o consumo de sacolas no país caiu 22% --de 17,9 bilhões para 14 bilhões-- após campanhas promovidas por supermercados, segundo a Abief.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/966083-veto-a-sacolinha-eleva-venda-de-saco-de-lixo.shtml

COMENTÁRIO:
Nessa reportagem, é acordado dois lados: o lado que o consumidor é prejudicado no bolso, pois com a proibição do uso de sacalinhas plasticas, é necessário comprar sacos de lixos, o que se torna mais caro, e o lado ambiental, que melhorou bastante depois com a proibição de sacolinhas plasticas, pois foi reduzido o numero de sacolas plasticas sendo jogadas foras e gerou empregos. Pensando bem, vale muito mais apena gastarmos um pouco mais para viver de uma forma melhor.

15/08/2011 - 14h01

Pela 1ª vez, navio a energia solar atravessa o mar da China



DA EFE
Um navio movido a energia solar chegou nesta segunda-feira a Hong Kong, depois de seis dias de difícil navegação por causa das condições meteorológicas nas Filipinas, e se tornou a primeira embarcação deste tipo a atravessar o mar da China.
A superfície da embarcação serve como "gerador solar" e ela pode navegar, inclusive, sem insolação direta, pois a energia produzida é armazenada em uma bateria.
No trajeto de mil quilômetros, que separam as Filipinas de Hong Kong, o navio passou por condições delicadas, entre a monção e as tempestades tropicais, declarou a equipe suíça responsável pela iniciativa.
Alex Hofford/Efe
O PlanetSolar começou a volta ao mundo em 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em 2012
O PlanetSolar começou a volta ao mundo em 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em 2012
Em Hong Kong, o catamarã, chamado PlanetSolar, participará de vários eventos.
A embarcação começou sua volta ao mundo em setembro de 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em maio de 2012.
O objetivo do projeto é que o navio passe oito meses no mar, movido unicamente pela energia solar para provar que o sol é uma fonte confiável para o transporte ecológico de pessoas e mercadorias pela via marítima.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/959881-pela-1-vez-navio-a-energia-solar-atravessa-o-mar-da-china.shtml
COMENTÁRIO:
Depois de seis dias de difícil navegação, o primeiro navio a energia solar atravessa o mar da China. superfície da embarcação serve como "gerador solar" e ela pode navegar, inclusive, sem insolação direta, pois a energia produzida é armazenada em uma bateria. Adorei essa reportagem, pois mostra que o homem ainda tem ideias fantásticas que podem salvar o mundo, e isso é a prova de que o mundo possa ser uma lugar melhor.



Descoberta proteína que impede calvície e cabelos brancos


08/08/11
Wnt é essencial para o crescimento de fios capilares e produção de pigmentos


Um estudo inédito com células estaminais de folículos capilares poderá fazer muito feliz para quem sofre de gerascofobia (medo de envelhecer). A investigação norte-americana permitiu a descoberta de uma proteína responsável pelo crescimento e coloração dos cabelos. Há já décadas que os cientistas sabem que as células dos folículos capilares e dos melanócitos, as células produtoras de pigmento, interagem de forma a produzirem o cabelo colorido. Até agora, no entanto, ninguém sabia exatamente como.


No trabalho publicado na «Cell», Mayumi Ito, da Universidade de Nova York, descobriu que uma proteína conhecida como Wnt tem um papel essencial no processo. O estudo feito em ratos mostrou exatamente como os caminhos sinalizadores da proteína Wnt permitem que as células-tronco dos folículos e dos melanócitos trabalhem juntas para gerar o crescimento capilar e produzir pigmentos.
A investigação mostrou que a anormalidade ou a ausência de Wnt inibe o surgimento de novos fios e impede a formação de cor. Além de indicar uma possível forma de tratamento para calvície e cabelos grisalhos, o estudo também pode ajudar a combater doenças graves, como o melanoma ou cancro da pele.


Existem vários tipos de células-estaminais com potencial de regeneração, mas este método descoberto nos fios de cabelo, podem dar pistas importantes para regenerar órgãos mais complexos. Além disso, ajuda a compreender doenças nas quais os melanócitos estão envolvidos.


COMENTÁRIO:
A reportagem fala que a investigação norte-americana descobriu uma proteína responsável pelo crescimento e coloração dos cabelos. Foi descoberta então a proteína Wnt, que é a proteína responsável por esse processo. AAchei muito interessante essa reportagem, pois eu não imaginei que uma proteína poderia ser capaz disso, e me chamou atenção pois o que estamos aprendendo na escola em biologia envolve as proteínas também.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

                          MÊS DE JUNHO

Espécies de pássaros estão à beira da extinção

27/06/11
Uma das maiores espécies do mundo de ave está à beira da extinção de acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, publicada pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN). Os números também mostram que atualmente um em cada dez pássaros está ameaçado.

segundo informações do site Wild Life Extra, fatores como caça, desordem, fragmentação e perda de habitat reduziram o número de abetardas a pouco menos de 250, colocando esta magnífica espécie na lista de animais criticamente em perigo. Com um metro de altura e 15 kg de peso, a abetarda indiana já esteve presente na Índia e Paquistão, mas agora está restrita a um pequeno e isolado habitat remanescente.

“Num mundo cada vez mais populoso, as espécies que precisam de mais espaço, como a abetarda indiana, perdem lugar. No entanto, somos nós que perdemos a longo prazo pois o que a natureza nos proporciona começará a desaparecer “, disse Leon Bennun, diretor de ciência e política da BirdLife.

A atualização deste ano mostra que o número total de espécies de aves ameaçadas é de 1.253, 13% do total mundial de animais. “No espaço de um ano, 13 tipos de aves entraram para a categoria ‘ameaçada de extinção’”, disse Jean-Christophe Vié, diretor da IUCN. “Esta é uma tendência preocupante, mas a situação seria muito pior se as iniciativas de conservação não estivessem sendo feitas. A informação recolhida pela parceria com a BirdLife é crucial para nos ajudar a melhorar nossos esforços no trabalho de preservação. E isso é muito mais importante agora que a crise de biodiversidades já afeta nosso bem-estar e continuará assim até que façamos mais para frear isso.”

Stuart Butchart, da Birdlife, completa: “Aves são a janela da natureza, pois são um indicador muito importante para a saúde do ecossistema: se eles estão indo mal, então toda a vida selvagem também está com algum problema.”

Outra espécie em situação limítrofe é o corrupião, que também foi recentemente incluído na lista de ameaçados de extinção. Uma pesquisa recente indica que a população deste belo pássaro preto e amarelo, natural da região do Caribe pode ser menos que 180 aves.

O corrupião faz seus ninhos em coqueiros, mas uma doença típica desta árvore tem dizimado a vegetação, fazendo com que a presença do pássaro se torne mais rara. O corrupião está também ameaçado pela recente chegada de chupins, aves que colocam seus ovos nos ninhos de outras espécies.

“Apesar de a situação parecer sombria para muitas espécies, a atualização deste ano mostra também que o trabalho de conservação que tem sido feito ajudou algumas aves”, disse Andy Symes, do BirdLife. O pardal-do-novo-mundo ou escrevedeira está voltando à sua antiga condição, por exemplo.

O marreco da Ilha de Campbell também sido beneficiado por um programa intensivo de reprodução em cativeiro entre as aves remanescentes. A espécie já começa a repovoar a ilha da Nova Zelândia e seu status de ameaça foi reclassificado.

Três espécies de pombos de ilhas no Atlântico também foram beneficiadas pelas iniciativas de conservação e os níveis de ameaça também caíram depois que fatores como perda de habitat e caça foram cortados.
“Os pássaros são tão entrelaçados com a cultura humana que apresentam um cenário muito visível do estado da natureza. Bons exemplos de como podemos salvar aves ameaçadas não faltam. O que precisamos fazer é redobrar os nossos esforços, caso contrário corremos o risco de perder criaturas magníficas como a abetarda indiana. Temos ainda que desvendar toda a trama dos nossos sistemas de vidas”, disse Bennun.


COMENTÁRIO:
Essa reportagem mostra que espécies de pássaros estão sendo extintas devido aos fatores como caça, desordem, fragmentação e perda de habitat. Nós, com pequenas mudanças podemos mudar essa situação, proibindo a caça, dando multas altas para quem caçasse sem permissão. Até quando vamos ver de braços cruzados a natureza sendo devastada?  
20/06/2011 - 08h21

Menina reúne US$ 200 mil para golfo do México vendendo desenhos

DA BBC BRASIL
Uma menina de 11 anos conseguiu levantar US$ 200 mil (R$ 320 mil) em um ano com a venda de desenhos e pinturas de aves para a recuperação do golfo do México após o vazamento de petróleo na região, em 2010, considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.
Olivia Bouler, do Estado de Nova York, escreveu para a ONG de preservação ambiental Audubon Society perguntando se podia ajudar.
"Como todos vocês sabem, o vazamento de petróleo no golfo é devastador", escreveu ela.
Olivia Bouler
Menina de 11 anos arrecada US$ 200 mil para golfo do México vendendo desenhos; veja galeria de fotos
Menina de 11 anos arrecada US$ 200 mil para golfo do México vendendo desenhos; veja galeria de fotos
"Eu sou uma boa desenhista e estava pensando se conseguiria vender algumas pinturas de pássaros e doar o lucro para a sua organização."
A carta foi enviada com um desenho de um Cardeal Vermelho, um pássaro que pode ser visto perto de onde a menina mora.
Olivia, que quer ser ornitologista (bióloga especializada em aves), diz que começou a ser interessar pelos pássaros da costa do golfo após os observar durante férias com parentes que moram nos Estados de Louisiana e Alabama.
Olivia Bouler
No Facebook, mais de 30 mil pessoas "curtiram" a iniciativa da menina; veja galeria de fotos
No Facebook, mais de 30 mil pessoas "curtiram" a iniciativa da menina; veja galeria de fotos
Ela sabia que aves como o pelicano sofreriam muito durante o período de aninhamento após o vazamento, então decidiu fazer algo.
A resposta foi muito maior do que a menina esperava --mais de 30 mil pessoas "curtiram" a página de Olivia no Facebook.
Após enviar desenhos a todos que fizessem doações pela causa, Olivia publicou um livro sobre pássaros ("Olivia's Bird: Saving the Gulf") ilustrado com seus desenhos e pinturas. Parte dos lucros será doada para a Audubon Society.


COMENTÁRIO:
Gostei muito dessa reportagem, pois ela fala sobre uma menina de 11 anos, que conseguiu levantar US$ 200 mil (R$ 320 mil) em um ano com a venda de desenhos e pinturas de aves para a recuperação do golfo do México após o vazamento de petróleo, que foi considerado o pior desastre ambiental dos Estados Unidos. É deslumbrante a ação de Olivia Bouler, se todos nós pensássemos como ela, o mundo seria um lugar melhor.

Investigador português identifica proteínas que podem combater o HIV

13/06/11
André Raposo desenvolveu importante estudo na Universidade de Oxford

Uma importante descoberta do investigador português André Raposo, durante o seu pós-doutoramento na Universidade de Oxford, pode abrir portas ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o HIV.

Em conversa com o "Ciência Hoje", o investigador explica que foram identificadas "potenciais proteínas antivirais que poderão vir a ser incluídas no desenvolvimento de vacinas/antiretrovirais contra o HIV".
O estudo, a ser publicado na edição de Julho do "Journal of Immunology", debruça-se sobre a capacidade imuno-reguladora que os linfócitos T4 (glóbulos brancos) têm em suprimir infecção por HIV em macrófagos. André Raposo explica: "Acreditamos que os macrófagos são as primeiras células do sistema imunitário a serem infectadas pelo vírus. No entanto, este não induz a morte destas células, residindo dentro delas durante largos períodos de tempo".

E é durante esse tempo que os macrófagos transmitem o vírus a outras células, nomeadamente aos linfócitos T, que acabam por não resistir ao vírus e morrem, levando à AIDS. Nas experiências em laboratório, André Raposo descobriu que os linfócitos T, antes de serem infectados pelo HIV, "segregam proteínas de grande massa molecular para o meio extracelular, que uma vez em captadas pelos macrófagos induzem a diminuição dos níveis de receptores CD4 (nos macrófagos), essenciais para o vírus entrar nas células". Sem estas moléculas "não se estabelece infecção".

Usando novas técnicas de isolamento e enriquecimento de proteínas a equipe de investigadores, em colaboração com o Centro de Espectrometria de Massa da Universidade de Oxford, conseguiu identificar as proteínas segregadas pelos linfócitos T que induzem a diminuição dos níveis de moléculas CD4 nos macrófagos.

"As proteínas identificadas não só induzem essa diminuição mas também alteram o fenótipo destas células tornando-as menos susceptíveis de serem infectadas". O trabalho descreve também os mecanismos moleculares que levam a diminuição dos níveis de CD4, e estes envolvem a atividade da proteína quinase C e do factor de transcrição NF-kB, para além das organelas especializadas na degradação de proteínas chamados os proteasomes.

Embora possa abrir portas para o desenvolvimento de novos tratamentos, "uma cura efetiva para a infecção por HIV ainda está longe de ser encontrada", diz o investigador. Contudo, "são estes pequenos passos que fazem grandes descobertas e as contribuições da ciência básica em laboratórios são essenciais para o desenvolvimento de vacinas efetivas contra o HIV".

Artigo: "Protein Kinase C and NF-KB-dependent CD4 downregulation in macrophages induced by T cell-derived soluble factors: consequences for HIV-1 infection"
http://www.jimmunol.org/content/future/187/2 )

Aatualmente trabalha como Postdoctoral Scholar na Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA), na Divisão de Medicina Experimental no Hospital General de São Francisco, o investigador português começou o seu percurso em Coimbra. Licenciou-se em Bioquímica na Universidade de Coimbra.

Como parte da licenciatura, no estágio científico, desenvolveu um projeto de investigação em virologia em Montpellier (França) no Instituto de Genética Molecular. Fez, depois, parte do programa doutoral do GABBA no Porto (2005) e escolheu o laboratório de imunologia retroviral do HIV na Universidade de Oxford (Reino Unido) para desenvolver o projeto de doutorado, do qual saiu este estudo. No fim do doutorado, escolheu, São Francisco (laboratório do Professor Doutor Douglas Nixon) para para desenvolver um projeto como postdoc.

"Esta cidade é um excelente local para se viver; há bastante sol (ao contrário de Inglaterra) e a investigação na área do HIV é das melhores a nível internacional". O cientista pretende continuar por São Francisco uns quatro ou cinco anos.


COMENTÁRIO:
Essa reportagem me chamou muito atenção. pois ela fala que proteínas podem combater o HIV, uma doença que leva muitas pessoas à morte, e que gera muito descriminação na nossa sociedade. Espero que essas proteínas antivirais possam ajudar a combater o HIV, isso traria muitos benefícios para a nossa sociedade. 
09/06/2011 - 15h47

China inaugura centro internacional para proteção de pandas

DA EFE
Um centro internacional de pesquisa para a preservação do urso panda gigante e de outras espécies em extinção foi inaugurado na província de Sichuan, no sudoeste da China, informa nesta quinta-feira o jornal oficial "China Daily".
O Centro Internacional para a Conservação do Urso Panda Gigante é um projeto conjunto patrocinado pela base de pesquisas de pandas da cidade de Chengdu e pela fundação americana Global Cause.
Os recursos, a tecnologia e as verbas locais e internacionais serão somadas para abordar ameaças contra a subsistência e desenvolvimento dos pandas e de outras espécies em extinção, disse o diretor da base de Chengdu, Zhang Zhihe.
O cientista destacou que o centro é "um novo passo" na cooperação internacional para a proteção do panda gigante. "Será uma plataforma internacional para pesquisadores dedicados à conservação de animais ameaçados e à biodiversidade", acrescentou Zhang.
A Global Cause Foundation pretende trabalhar com importantes biólogos e ambientalistas do mundo no programa de conservação, incluindo o vice-presidente da entidade, James Spotila.
A fundação --sediada em Fairfax, no estado americano da Virgínia-- incentiva o uso da ciência para buscar soluções aos efeitos do aquecimento global nos países em vias de desenvolvimento.


COMENTÁRIO:
Achei fantástica a ação da china em proteger os pandas e outras espécies em extinção. Se todos os países tivessem essa consciência, várias espécies poderiam ser privadas da extinção. Espero que essa reportagem siga como exemplo para outros países, pois ações assim pode mudar o mundo.  
01/06/2011 - 07h00

Bagaço vai gerar energia para 'uma Diadema'


LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRÃO PRETO

Gerar energia, por meio do bagaço da cana-de-açúcar, para uma cidade do porte de São José do Rio Preto, Mogi das Cruzes ou Diadema.
Ou abastecer regiões inteiras da capital paulista, como as que são formadas pelas subprefeituras da Vila Mariana, da Sé ou de Santana.
É esse o potencial de geração de energia da chamada biomassa que a CPFL pretende atingir até o final de 2012, garantindo, por meio da queima do bagaço, eletricidade para 400 mil pessoas.
O avanço nesse segmento tem sido possível graças à estratégia da CPFL de investir na construção de plantas geradoras de eletricidade dentro de usinas, em parceria com as empresas.
Outro impulso foi a fusão, em abril, entre a CPFL e a Ersa, que deu origem à empresa CPFL Renováveis.
Juntas, as duas empresas terão em seu portfólio 4.375 MW de energia de fontes renováveis, considerando projetos em operação, construção e desenvolvimento. Desse total, a energia da biomassa corresponde a 36%.
Em termos percentuais, a participação da biomassa no parque gerador da CPFL vai superar o total da matriz energética nacional.
Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), das unidades em operação atualmente no país, as usinas movidas por bagaço de cana correspondem a 5,2% da capacidade total.
SUBPRODUTO
O bagaço é o último subproduto das usinas. Cada tonelada de cana gera 250 kg do material.
Atualmente, a CPFL tem uma unidade abastecida por biomassa dentro da usina Baldin, em Pirassununga (interior de SP). Outras três unidades devem entrar em operação neste ano em São Paulo e uma no Rio Grande do Norte, em 2012.
Juntas, essas cinco usinas atingirão 230 MW de potência instalada.
A esse potencial atrelam-se outros 400 MW que, segundo o copresidente da CPFL Renováveis, Miguel Saad, já fazem parte de acordos firmados entre a empresa e usinas, para novas plantas.
"São projetos em condições de ser iniciados nos próximos três meses", disse Saad. O prazo médio para início de operação das novas usinas é de um ano e meio.
Ainda segundo Saad, a CPFL Renováveis tem previsão de investir, nos próximos cinco anos, cerca de R$ 2 bilhões na área de biomassa.


Editoria de Arte/Folhapress


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/923600-bagaco-vai-gerar-energia-para-uma-diadema.shtml

COMENTÁRIO:
Achei interessante esse novo jeito de produzir energia elétrica que é por meio da queima do bagaço, que gera eletricidade para 400 mil pessoas. Eu não imaginava que o bagaço poderia gerar energia elétrica, outra coisa que pude ver que há mais de uma utilidade. 

                                   MÊS DE JULHO

Golfinhos podem inspirar novos tratamentos para humanos


31/07/11
Investigador destaca capacidade de recuperação destes animais

A capacidade de recuperação de ferimentos apresentada pelos golfinhos intrigou Michael Zasloff, investigador do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos EUA, que entrevistou tratadores e biólogos marinhos em todo o mundo e reviu a literatura disponível na área sobre esta aptidão a fim de inspirar novos estudos sobre o assunto.

“A capacidade do golfinho curar-se rapidamente de uma mordida de tubarão com aparente indiferença à dor, resistência à infecção, proteção hormonal e uma quase restauração do corpo, podem trazer luz ao tratamento de ferimentos humanos”, destacou o cientista.

No entanto, sublinhou que há uma grande lacuna de informação sobre este processo, pois não se sabe ainda como é que o golfinho não sangra até à morte depois de ser atacado por um tubarão, por exemplo, ou como é que parece não ter qualquer tipo de dor significativa.

Também não é completamente conhecido o que previne a infecção em feridas profundas, que se restauram de tal forma que o contorno do corpo do animal fica quase sem marcas. “Feridas comparáveis em humanos seriam fatais”, frisou Zasloff, que procura explicar este processo com alguns aspectos conhecidos da biologia do golfinho.

De acordo com o investigador, os mesmos mecanismos de mergulho que afastam o sangue da periferia do corpo durante um mergulho longo, podem ser acionados quando há um ferimento, significando que há menos sangue na superfície do corpo e por isso menos perda de sangue.

Relativamente à dor, Zasloff sugere que se trata de uma adaptação neurológica e psicológica favorável à sobrevivência, mas cujo mecanismo se mantém desconhecido. No que diz respeito à infecção, o cientista acredita que os golfinhos têm o seu próprio composto anti-microbiano que é libertado quando ocorre um ferimento.

“Estou certo de que na capacidade de o golfinho se curar a si próprio há agentes anti-microbianos e potentes componentes analgésicos”, afirmou Zasloff. Acrescentou ainda que espera que este seu trabalho “estimule uma investigação que possa trazer benefícios para os humanos.”


COMENTÁRIO:
É realmente muito interessante essa reportagem, pois mostra a capacidade dos golfinhos resistirem a ferimentos que para nós humanos seriam fatais. Não sabia dessa capacidade dos golfinhos, durante toda minha infância pensei que eles eram seres frágeis, mas por essa reportagem pude aprender que os golfinhos são bem mais fortes do que pensamos!