sexta-feira, 30 de setembro de 2011


                                               MÊS DE SETEMBRO 

27/09/2011 - 10h00

Ecológica, juta mira mercado de saco plástico

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TONI SCIARRETTA
JORGE ARAÚJO
ENVIADOS ESPECIAIS A MANACAPURU (AM) E CASTANHAL (PA)
Os produtores de juta, fibra natural usada em sacos de cereais, querem se tornar o principal fornecedor de "ecobags" para suprir o vácuo das sacolinhas plásticas, que estão com os dias contados no país. São Paulo banirá os plásticos em janeiro.
Para isso, a indústria têxtil de juta da Amazônia veste uma roupagem ecológica e socialmente engajada --compra matéria-prima de 15 mil famílias ribeirinhas do Amazonas e do Pará.
Veja galeria com fotos da exploração de juta no rio Solimões (AM)
Segundo os produtores, a juta é o único material totalmente biodegradável --que não depende de compostagem para decomposição como os plásticos biodegradáveis vendidos no comércio.
Com base nisso, a juta da Índia e de Bangladesh conquistaram o "ecomercado" dos EUA e da Europa.
No Brasil, os produtores apresentaram ao governo um projeto de financiamento de R$ 13,6 milhões para melhorar a genética das sementes e facilitar a agricultura familiar --a ideia é produzir uma juta mais leve, sedosa e resistente às pragas e ao clima.
Segundo os produtores, somente a melhora genética e a facilidade no financiamento são capazes de fazer a produção duplicar.
Jorge Araújo/Folhapress
Ribeirinho colhe juta no rio Solimões; plantação é feita na área do rio que surge no período seco
Ribeirinho colhe juta no rio Solimões; plantação é feita na área do rio que surge no período seco
Decadente desde os anos 80, quando chegaram ao país os sacos de nylon, o setor é hoje uma sombra do que fora --eram 35 empresas, que produziam 100 mil t/ano.
Hoje, as três empresas sobreviventes não conseguem fazer nem 15 mil toneladas, apesar da capacidade de produzir até 30 mil toneladas. Somente café e batata ainda usam sacos de juta.
QUEBRA DE SAFRA
No Amazonas, a juta é plantada na várzea do rio Solimões. Os ribeirinhos sem outra alternativa de renda (como o Bolsa Família) plantam na área que surge após a vazante dos rios e colhem quatro meses depois, pouco antes da cheia. Se algo der errado, perde-se a plantação.
Ano após ano, a safra quebra devido a sucessivas secas e cheias da região Norte, desestimulando o produtor familiar a plantá-la.
Em 2010, a seca histórica na Amazônia levou a indústria a importar fios do Bangladesh para atender aos produtores de café. Em 2009, uma cheia antes da época quebrou metade da safra.
Neste ano, a situação parecia normal até junho. Foi quando os rios subiram de repente e a colheita teve de ser feita em três semanas. A perda da safra chegou a 30%.
Com esses problemas, a indústria de juta chegou atrasada ao debate sobre os substitutos das sacolas plásticas.
Enquanto os supermercados devem vender as sacolas de plástico biodegradável a R$ 1,90 cada, os produtores de juta dizem que conseguem uma "ecobag" para o consumidor entre R$ 2 e R$ 2,10.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/981370-ecologica-juta-mira-mercado-de-saco-plastico.shtml

COMENTÁRIO:
Eu já havia pegado uma reportagem sobre a "abolição do saco plastico", mas isso é um assunto que realmente me chama a atenção. Acho que seria uma ótima ideia colocarem a juta para ser uma forma de carregar as mercadorias compradas nos mercados, pois alem de agradar os clientes ela trará emprego para várias pessoas na Amazônia.

18/08/2011 - 11h28

Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas com mercúrio

DA FRANCE PRESSE
Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam facilitar a limpeza de áreas contaminadas com o metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico.
Segundo o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6.000 toneladas de mercúrio no ambiente.
Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.
Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são "uma alternativa" às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.
Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela "BMC Biotechnology".
As bactérias Escherichia coli se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.
Trata-se, segundo os cientistas, do "primeiro estudo" que prova que a metalotioneína "garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria", que o absorve.
O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.
As bactérias transgênicas demonstraram ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que "a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos", explicou Ruiz em e-mail à AFP.
Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação.
"Temos ideias de como poderia funcionar", afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/961594-bacterias-transgenicas-podem-limpar-aguas-poluidas-com-mercurio.shtml

COMENTÁRIO:
Essa reportagem me chamou atenção, por dois motivos. O primeiro foi por que bactérias é um assunto que foi estudado a pouco tempo em aula, e o segundo por que a primeira coisa que as pessoas pensam quando o assunto é bactérias, é que é alguma coisa prejudicial. Nesse caso a bactéria, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.

11/08/2011 - 16h22

EUA investirão US$ 100 milhões para proteger parque nacional

DA EFE
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que investirão US$ 100 milhões em acordos com rancheiros da Flórida para que eles se comprometam a cuidar de seus terrenos no Parque Nacional Everglades, uma ampla região pantanosa subtropical de grande importância ambiental.
"A restauração de Everglades é fundamental para todos os americanos", disse o secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, sobre uma região que possui um ecossistema único no mundo e que agora receberá o maior investimento federal dedicado a um estado para a proteção de pântanos.
National Park Service-Everglades/Efe
Parque Nacional de Everglades, maior reserva subtropical dos Estados Unidos
Parque Nacional de Everglades, maior reserva subtropical dos Estados Unidos
Vilsack viajou de Washington à Flórida para apresentar a iniciativa nesta quinta-feira em entrevista coletiva oferecida na Área Natural de Winding Waters prestigiada por autoridades locais e responsáveis por organizações agrícolas e ambientais.
O investimento será destinado à restauração dos Everglades com a ajuda dos rancheiros, que receberão fundos em troca do compromisso de não construir nada em mais de 9.700 hectares próximos ao Lago Okeechobee, o maior de água doce da Flórida e o sétimo dos EUA.
Os criadores de gado se comprometerão a proteger seus terrenos em condições de usufruto permanente, com a ideia de recuperar e garantir a conservação destes peculiares terrenos do extremo sul da Flórida, reconhecidos por sua grande variedade de aves e por seus crocodilos.
Assim, haverá terrenos de pastoreio que passarão a ser pântanos, o que criará novos habitats naturais e absorverá substâncias poluentes que danificam o Lago Okeechobee e o restante do parque.
"É uma iniciativa na qual todos ganham: ajuda a restaurar Everglades e permite que continuem as tradições criadoras de gado do país", declarou o senador americano Bill Nelson.
Estas iniciativas representam um importante impulso à restauração do parque nacional, um projeto que estava estagnado há anos e que estava ameaçado pela proposta de corte de 66% do orçamento destinado a Everglades.
"Nossas terras trabalhadas proporcionam abundante comida, combustível e fibra, e são uma peça essencial das comunidades rurais, que são parte da estrutura da nação", considerou Vilsack.
O secretário de Agricultura acrescentou que "a boa gestão das terras também impulsiona a saúde dos ecossistemas que fornecem água limpa, habitat para fauna, atividades recreativas e outros serviços ambientais que beneficiam a todos".

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/958182-eua-investirao-us-100-milhoes-para-proteger-parque-nacional.shtml

COMENTÁRIO:
Gostaria muito que minhas próximas postagens fossem uma reportagem como essa. Uma ação muito legal que vai ajudar a restaurar Everglades e permitir que continuem as tradições criadoras de gado do país. Alem dessa ação ajudar na economia, ela estará preservando um local de grande importância ambiental.
08/08/2011 - 14h26

Tempestades em SP e no RJ vão dobrar nos próximos 60 anos

CIRILO JUNIOR
DO RIO
A ocorrência de tempestades em São Paulo e no Rio de Janeiro não vai parar de crescer. A constatação é de um estudo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), que mostra que o aumento da temperatura das águas do oceano Atlântico devido ao aumento do aquecimento global é a causa direta dessa previsão.
O levantamento concluiu que as tempestades na região Sudeste serão duas vezes maiores dentro de 60 anos, se comparado ao volume atual. Nas regiões litorâneas, a ocorrência de fortes chuvas será três vezes mais intensa.
A previsão leva em conta o ritmo de aquecimento do oceano Atlântico nos últimos 60 anos. As águas ficaram 0,6ºC mais quentes. No mesmo período, a temperatura do planeta subiu 0,8ºC. Com a perspectiva que esse ritmo seja mantido, podemos esperar cada vez mais chuvas daqui para frente.
"A coisa vai piorar, do ponto de vista climático. As chuvas vão aumentar, isso é fato. Reverter isso é diminuir a emissão dos gases do efeito estufa. No curto prazo, é uma tarefa improvável. O que resta é nos prepararmos para minimizar os efeitos", afirmou o coordenador do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe, Osmar Pinto Junior.
Apu Gomes/Folhapress
Pedestre passa ao lado de "rio" que se formou nos fundos parque da Aclimação, em SP, devido a fortes chuvas
Pedestre passa ao lado de "rio" que se formou nos fundos parque da Aclimação, em SP, devido a fortes chuvas
Além do aumento da temperatura nos oceanos, a urbanização e os efeitos do feito estufa intensificam o problema nas grandes cidades. São Paulo é um exemplo clario disso. Enquanto a temperatura média em regiões tropicais cresceu 0,6ºC, a capital paulista ficou, em média, 2ºC mais quente nos últimos 60 anos.
Para tentar prevenir o aumento das chuvas, o Inpe começou a instalar um novo sistema de medição de raios, que vai permitir identificar e prever tempestades severas. Batizado de BrasilDAT, ele vai permitir que sejam identificada a incidência de raios que ocorrem apenas no céu. Atualmente, só são identificados as descargas que atingem o solo.
A nova rede terá investimentos de R$ 10 milhões, e contará com 75 novos sensores que cobrirão todo o Brasil. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste terão o sistema implementado até o fim do ano. No ano que vem, a BrasilDAT estará em todo o país.
"As descargas permitem retratar a intensidade de uma tempestade. O sistema vai permitir que se tenha essa informação com cerca de meia hora de antecedência", observou Pinto Junior.
Ele, no entanto, reconheceu que ainda é preciso melhorar o sistema de comunicação entre diversos órgão e entidades, para se prevenir de catástrofes.
"Ainda precisamos de um sistema de emergência adequado", completou.


COMENTÁRIO:
Nos próximos 60 anos, pretendo ainda estar viva e ter filhos e netos. Mas que futuro vou deixar para eles? Segundo essa reportagem, um futuro nada bom. As tempestades de SP e Rj vão aumentar nos próximos 60 anos. Se há indícios que a situação em SP e RJ vai piorar, imagine o resto do mundo? A grande causa disso tudo, é o aquecimento global, por isso pretendo evitar isso, para que o futuro de muitos e o meu seja melhor. E você? Vai fazer o que daqui pra frente?